EMPRESAS APONTAM RECESSÃO COMO PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO

EMPRESAS APONTAM RECESSÃO COMO PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO

Só 8% das organizações portuguesas é que não viram a atividade afetada pela pandemia, revela o inquérito ao mercado nacional feito pela IDC.
Uma grande fatia das empresas portuguesas que responderam ao inquérito da IDC sobre os efeitos da pandemia de covid-19 apontam a potencial recessão global como a sua principal preocupação. Com uma amostra que contou com 531 respostas, entre os dias 27 e 31 de março, 90% dos inquiridos apontaram a recessão global como a principal preocupação por estes dias.
Mais de 70% refere aponta ainda que teme o impacto financeiro na organização e 38% tema a diminuição da confiança dos consumidores e a redução do consumo. Embora menos expressiva, mais de 20% dos inquiridos teme ainda a escassez de informação para suportar decisões.
O inquérito feito pela consultora para sentir o pulso do mercado português pretende mostrar também qual o impacto da pandemia na atividade das empresas ouvidas. Desta amostra, só 8% indica não ter sentido a atividade afetada pela covid-19. A maior parte das empresas indica que as operações vão continuar, mas com um nível reduzido (40%). Já 31,7% dos inquiridos aponta que não vai existir grande alteração à sua atividade. Do outro lado do espetro, 19% das organizações ouvidas já viram as atividades seriamente restringidas.
Olhando para a distribuição por setores, o estudo da IDC aponta que são as empresas do setor da distribuição e retalho e a indústria e construção que estão a sofrer mais alterações à sua atividade devido à pandemia.
O estudo ao mercado nacional revela que, tal como as empresas que compõem outras economias globais, também as organizações portuguesas estão apreensivas com o impacto financeiro da pandemia. Mais de 70% dos inquiridos aponta como principais preocupações o impacto da pandemia nas receitas e lucros. Também são preocupações o impacto da pandemia nos clientes, operações e colaboradores. Já mais de 40% dos inquiridos aponta o impacto na cadeia de distribuição como preocupação.
O estudo mostra também que muitas empresas ainda não estão a ver a luz ao fundo do túnel para o término desta pandemia. Ou melhor – há divisões entre quando poderá ser o final deste surto e quando é que as atividades poderão voltar ao normal. Mais de metade das organizações ouvidas acredita que o surto pandémico poderá acabar no final do segundo trimestre de 2020, em junho (53,5%). Já 8,2% indica que o surto poderá prolongar-se e só terminar depois do final do segundo trimestre.
Em relação ao regresso à normalidade de operações, o inquérito da IDC aponta que 47,5% das empresas ouvidas aponta o segundo semestre deste ano como a altura para regresso à normalidade, seguidas por 28% que acreditam que a normalidade só será possível no final do segundo trimestre deste ano. Já 20% aponta que a normalidade para a sua empresa chegará mais tarde.
Com as organizações em Portugal preocupadas com o cenário que se avizinha devido à pandemia, quase 30% das empresas indica já ter revisto as prioridades de negócio para os próximos 12 meses. Já 46,5% revela que ainda não fez alterações, mas que está a ponderar essa hipótese.
A amostra deste estudo é caracterizada por empresas das tecnologias de informação, administração pública, serviços, setor financeiro, indústria e construção, telecom e media, distribuição e retalho, utilities e energia, educação e outros setores. A maioria das respostas foi fornecida por pessoas que ocupa cargos de diretor-geral ou equivalente, diretor de sistemas de informação e diretores de marketing. Das empresas ouvidas, quase 30% tem volumes de vendas abaixo dos 10 milhões de euros, seguido pela faixa de vendas entre 50 a 500 milhões de euros.

FONTE: Dinheiro Vivo / Anilact

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