COVID-19: A REAÇÃO DO SECTOR AGRÍCOLA PELO MUNDO

COVID-19: A REAÇÃO DO SECTOR AGRÍCOLA PELO MUNDO

Existem vários exemplos de problemas que já se fazem sentir nos diferentes territórios. Em Portugal, nesta primeira fase, os mais prejudicados do setor agrícola são os produtores de leite de ovelha e cabra e os produtores de flores.

Outro setor que já começou a sentir alguma desta crise foi o setor dos vinhos, tendo as exportações para a região asiática caído em cinco milhões de euros, 7% do valor total do ano anterior.
Já os líderes agrícolas do Reino Unido declararam que o excedente de alimentos, causado pelo encerramento de grandes redes de restaurantes no país, como a cadeia de fast food McDonald’s, será redirecionado para os consumidores. Há também uma diretiva geral sobre o que os produtores da Nova Zelândia precisam saber no ambiente atual, além de notícias sobre mercados e iniciativas na Índia.
O encerramento de redes de distribuição, escritórios e locais de trabalho está a congelar a atividade económica, levando os EUA e a Europa a uma grande recessão. De acordo com o IHS Markit Chief Economist Nariman Behravesh, as previsões estão a ser revisitadas rapidamente à medida que o novo coronavírus se espalha pelo mundo, pondo fim a uma expansão económica de dez anos nos EUA.
«Não há dúvida de que estamos em recessão», disse Behravesh. «A única questão é a profundidade». É previsto que a economia norte-americana contraia 1%. No início do ano, esse valor situava-se nos 0,2%.
A causa direta da recessão é a disseminação do coronavírus ou, mais precisamente, as precauções tomadas contra o coronavírus. «Até agora, parece que a única maneira de detê-lo passa por congelar a atividade económica e isso mergulha a economia numa recessão», disse Behravesh. «O vírus em si não está a matar a economia, mas a resposta está».

Os efeitos do Covid-19 na agricultura mundial
No Reino Unido, o McDonald’s optou por encerrar todos os seus restaurantes, o que irá causar problemas na venda das batatas. Perante tal, a produção foi desviada para o consumidor final e os agricultores esperam que as consequências não sejam tão esperadas quanto o previsto. Numa altura em que a corrida aos supermercados é uma constante, a expetativa para compreender o que vai acontecer é elevada.
Nos Estados Unidos, os efeitos estão a sentir-se muito na região de Miami, onde existem muitos mercados de produtos frescos que foram encerrados. Os produtores de citrinos californianos também estão a sofrer para encontrar mão-de-obra.
Na India foi implementada uma medida para que sejam vendidos produtos hortícolas de porta em porta. Várias equipas vão cobrir a distribuição de alimentos pela comunidade, para que se evite ao máximo que a população saia às ruas. As entidades agrícolas solicitaram ao Supremo Tribunal indiano que fosse proibida a exportação de vegetais e frutas pelo período três meses, para que as pessoas pudessem obter frutas e vegetais a preços acessíveis.
A África do Sul também já criou um pacote de medidas extraordinárias para ajudar os seus agricultores. Também o Ministério da Agricultura da Nova Zelândia se tem demonstrado prestativo e apoiado os seus produtores. Nas Filipinas e na Turquia as autoridades têm demonstrado desagrado com os preços exorbitantes a que têm sido vendidos os produtos frescos.
Um pouco por todo o mundo fazem-se sentir os efeitos da pandemia no setor agrícola, seja nos preços, seja na falta de mão-de-obra, entre outros problemas.

Fonte: Agronegócios

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