BRUXELAS GARANTE ACESSO A MERCADOS BRITÂNICOS MESMO SEM ACORDO

BRUXELAS GARANTE ACESSO A MERCADOS BRITÂNICOS MESMO SEM ACORDO

Empresas temem aumento acentuado dos custos das transacções financeiras se não tiverem acesso livre ao mercado britânico de produtos derivados. Bruxelas garante acesso, pelo menos a título temporário.

A Comissão Europeia está a dar resposta aos apelos do sector financeiro para que não seja cortado o acesso aos mercados britânicos e garantiu que os grupos sediados na União Europeia poderão, a título temporário, ter acesso às chamadas “clearing houses”, câmaras de compensação, entidades que servem de intermediárias entre compradores e vendedores nos mercados financeiros do Reino Unido, mesmo que não venha a ser alcançado um acordo para o Brexit.

A notícia é avançada, esta terça-feira, pelo Financial Times, que dá conta de que o compromisso foi anunciado por Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão Europeia.

O anúncio surge no seguimento dos alertas deixados, ao longo dos últimos meses, pelos banqueiros europeus, que temem um aumento acentuado dos custos das transacções financeiras, ou mesmo uma incapacidade das empresas europeias para cobrirem a exposição aos mercados britânicos.

A medida ilustra a preocupação dos reguladores europeus para com a estabilidade do sistema financeiro, mas, ao Financial Times, Dombrovskis garante que, a avançar, esta será uma medida apenas temporária. Ao mesmo tempo, estará dependente da vontade do Reino Unido de manter padrões de regulação e supervisão próximos dos da União Europeia.

«Se tivermos de agir, só iremos fazê-lo na medida do necessário para enfrentar os riscos de estabilidade financeira que decorrem de um Brexit sem acordo, sob condicionalidade rigorosa e com uma duração limitada», explica o vice-presidente da Comissão Europeia ao mesmo jornal.

Nos últimos meses, Comissão Europeia e Reino Unido têm tentado chegar a um entendimento para o Brexit, sem sucesso. Sem acordo, a União Europeia poderá impedir os bancos e empresas da união de utilizarem as tais “clearing houses” baseadas no Reino Unido, que processam a maioria das transacções no mercado mundial de produtos derivados, avaliado em 530 biliões de dólares.

Fonte: ECO / Confagri

 

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