BREXIT: CONTROLO DE ENTRADA DE BENS SÓ DEVE SER APLICADO EM 2021

BREXIT: CONTROLO DE ENTRADA DE BENS SÓ DEVE SER APLICADO EM 2021

No fim do ano vamos controlar as nossas próprias leis e fronteiras, e é por isso que seremos capazes de tomar a decisão de introduzir acordos de forma a dar tempo às empresas impactadas pelo coronavírus de se ajustarem”, assumiu o lorde chanceler Michael Gove.

O controlo fronteiriço de todas as mercadorias que entram no Reino Unido só deverá começar a ser aplicado a partir de julho de 2021, revelou o governo britânico, depois de notificar à União Europeia que não pretende pedir uma extensão do período de transição, avança o ‘The Guardian’.

O anúncio do plano, que terá três fases, para o controlo das fronteiras após o Brexit foi bem recebido pelos líderes das indústrias, embora represente a mudança mais drástica no comércio internacional desde 1993, quando o mercado único foi introduzido na Europa.

O lorde Chanceler da Grã-Bretanha, Michael Gove, informou ainda a Comissão Europeia que o Reino Unido irá abandonar a União Europeia e o mercado único no dia 31 de dezembro, que foi o prazo estipulado.

“Informámos a União Europeia que não vamos estender o período de transição. O momento para uma extensão já passou. No fim do ano vamos controlar as nossas próprias leis e fronteiras, e é por isso que seremos capazes de tomar a decisão de introduzir acordos de forma a dar tempo às empresas impactadas pelo coronavírus de se ajustarem”, assumiu Gove.

Segundo o ‘The Guardian’, os atrasos nas fronteiras foram impostos como uma resposta “temporária e pragmática” para acomodar as atuais pressões por parte das empresas como resultado da crise de Covid-19. Caso se verifique uma segunda vaga do vírus, podem observar-se mais atrasos nas fronteiras.

As associações de transportes presentes no Reino Unido mostraram-se agradecidas por o governo ter ouvido as suas preocupações. O plano de três fase deverá começar a ser implementado em janeiro, seguindo-se as próximas fases em abril e julho.

Na primeira serão impostas tarifas alfandegárias sobre as mercadorias já controladas, como é o exemplo do álcool e do tabaco. O transporte de animais vivos e de plantas também será mais vigiado. A partir de julho, todos os bens deverão ter uma declaração de importação e tarifas, que serão determinadas depois das negociações que ainda decorrem relativamente ao comércio livre.

FONTE: Jornal Económico / Anilact

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